clarão verde a despertar
buracos de céu procurando espaço no balançar das folhas
sombra e luz brincando de esquecer o tempo
tilintavam, dançantes, efêmeras, escorregando
aos olhos que pesavam
sono de não viver
sonhar de partir
fez da solidão sua única companheira.
domingo, 25 de janeiro de 2015
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Poema do dia seguinte
ao F.T.
as flores ainda latejam em minha nuca
negras lúgubres pétalas de saudade
à espera
meu tempo se chama nunca
grito no escuro do impossível
esperança
os sons se calam e reverberam no silêncio
estendo as mãos ao inalcançável
desespero
a tristeza é tanta para pouca lágrima
esquecida nos secos olhos quase verdes
despedida
me escondo te escondendo em mim
lembranças do que nada será
desapego
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Estou só e não resisto
Rugas de pedra
rachaduras pulsantes
caminhares confusos
pelas lembranças
andanças dançantes
girassóis que rodopiam
ventos encharcados
frêmidos freantes
secos áridos
pelo sonâmbulo
sol
mas eu já
e minha voz
não sou
ecos dissonantes
mais eu
gritos perdidos
e você já
vagando mundos
não é
entrelaçados
você
riscos cortantes
estradas partidas
estrelas quebradiças
sulcos que sugam
esperança
rachaduras pulsantes
caminhares confusos
pelas lembranças
andanças dançantes
girassóis que rodopiam
ventos encharcados
frêmidos freantes
secos áridos
pelo sonâmbulo
sol
mas eu já
e minha voz
não sou
ecos dissonantes
mais eu
gritos perdidos
e você já
vagando mundos
não é
entrelaçados
você
riscos cortantes
estradas partidas
estrelas quebradiças
sulcos que sugam
esperança
terça-feira, 29 de abril de 2014
Em vão
Me fecho em semi-círculo
dos olhos que se esgotam
em gotas de silêncio
em gotas de vazio
que pingam
sem nunca alcançar
o chão
o ciclo não se fecha
o vento assovia sem fôlego
o mar anseia pingo
e o orvalho seca,
seca para nunca mais
voltar, a ser
sereno e
ser e
no
ser
não
ser
dos olhos que se esgotam
em gotas de silêncio
em gotas de vazio
que pingam
sem nunca alcançar
o chão
o ciclo não se fecha
o vento assovia sem fôlego
o mar anseia pingo
e o orvalho seca,
seca para nunca mais
voltar, a ser
sereno e
ser e
no
ser
não
ser
terça-feira, 15 de abril de 2014
"Soneto" da des-perdida (ou do des-espero)
Me despeço da tristeza,
do não poder mais,
dos olhares que fugiam
dos olhos que não são mais teus.
Não quero mais querer.
Me des-faço do não feito
de meu peito que é só
o que não foi.
Caminho pelo vento
que respiro, sem mais
dor, sem mais
talvez, só peço a despedida
do impossível, do não ser
de você.
do não poder mais,
dos olhares que fugiam
dos olhos que não são mais teus.
Não quero mais querer.
Me des-faço do não feito
de meu peito que é só
o que não foi.
Caminho pelo vento
que respiro, sem mais
dor, sem mais
talvez, só peço a despedida
do impossível, do não ser
de você.
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